Mein Kampf

"A Minha Luta", é deste modo que me refiro à minha vida. Não, não sou fã de Adolph Hitler, mas nenhum outro titulo senão o do seu manifesto se adequava tão bem ao momento....

sábado, setembro 30, 2006

Que Virá Agora?!?

Por vezes apetece escrever, mas sobre o quê?
Não faz sentido nenhum expôr aqui o meu quotidiano, pois para além de ser uma seca para quem lê, é apenas algo que só a mim diz respeito.
Ultimamente a minha vida tem sido pautada por algumas cenas menos felizes, mas há uma bastante feliz: esta semana consegui dar-me bem com a minha mãe, não discutimos nenhuma vez e temos conseguido falar sobre algumas coisas. Inédito?Impossível?Improvável?Irreal? NÃO, MESMO VERDADE!!!
Será uma viragem? Será apenas uma pequena fase boa? Não sei, só sei que gostava que fosse para sempre...

sexta-feira, setembro 22, 2006

Já Caloiro...

Mais uma viagem a caminho de casa, e de certo, quero acreditar, a primeira de um ciclo que aqui começa.
Com o tempo andar de transportes, misturar-me com pessoas numa "bicha" enorme ou até mesmo, experimentar o stress da vida do comum dos citadinos, tornou-se indispensável à minha existência.
Não me torno mais infeliz por isso, pelo contrário, viajar tem dado para fugir a alguns dos problemas de que já vos falei.
Esta foi uma grande semana, ou pelo menos, uma semana que nem deu para sentir passar...
Na segunda, Guarda para me ir matricular à segunda fase das candidaturas ao ensino superior...
Na terça, Lisboa para ir matricular-me no ISCSP, ou seja, Instituto de Ciências Sociais e Políticas, que resultou da primeira fase do concurso de candidaturas ao ensino superior. Começaram pois as praxes ao caloiro logo nesse dia, como não podia deixar de ser, lOl!!! MAs cheguei tarde...
Sim, cheguei ao ISCSP tarde demais na terça e por isso só consegui passar a caloiro na quarta feira, quando apanhei uma grande seca, mas consegui inscrever-me, lOl!
Pintaram-me outra vez a cara toda, com um baton lindo, lOl, e acabei o dia a ir ver um quarto à Praça de Espanha que até gostei.
Na quinta fui almoçar com um amigo meu que não via há séculos para colocar as novidades em dia, contar as boas notícias e claro também, perguntar-lhe se sabia de alguém que tivesse um quarto porreiro para alugar! Acabei o dia no Colombo a comprar uns brilhantes ténis de verão, LOL.
E hoje, cá estou eu no comboio a escrever este texto, num dia em que fui ver um quarto no Lumiar que gostei muito mesmo.
Devo dizer que estou ansioso por chegar a casa e contar algumas novidades ao meu pessoal (papá, mamã e algum pessoal que por lá possa estar!!!)
Não podia acabar este post sem vos dizer também que eu e a minha mamã estamos de novo zangados, por mais um motivo estúpido em que ambos nos excedemos...

Sem mais nada de novo para dizer,

Abraxus pa todos...

dO nOvO cAlOiRo:

BrUnO PiNhEiRo

domingo, setembro 17, 2006

Há Frases...


...que dizem mais que longos discursos...

terça-feira, setembro 12, 2006

aMiZaDe... (rEsPoStAs)

Alguém muito especial, deixou este comment no meu ultimo post.
Decidi fazer copy+pasteporque foram levantadas questões sobre as quais vale a pena pensar, reflectir e responder.

Aqui vai: "Realmente a historia k tu foste buscar é carregada de sentimento e de compaixão pelo proximo... mas na verdade será mm ixo k significa amizade??? imagina cmg... sendo meu amigo preferias k eu morresse por ti, em vez de continuar com a minha vida k ainda agr começou? todas estas historias saõ muito bonitas de se contar, mas se pensar-mos bem, a amizade n é desejar k o outro morra ou até mm sofra por nós, é desejar o k de melhor existe, é kerer sempre ver o outro bem, por isso krido... para mim estas historias em k uma criança da a vida por outra criança e se torna um heroi por isso , não fazem sentido , ou então é a procura de uma imortalidade que em vida n se conseguem , sem se faxer grandes feitos... pensem e reflictam ... serão realmente capazes de dar a vida por outra pessoa? qual seria o sentimento com k o vosso amigo ficaria depois de tal brutalidade? e por fim será k a amizade é kerer ver o outro sofrer por nós, em vez de enfrentar-mos o nosso proprio destino? perguntas pertinentes estas, que têm o seu fundo de VERDADE!!!
Um beijo da Bruna A."

"Realmente a historia k tu foste buscar é carregada de sentimento e de compaixão pelo proximo... mas na verdade será mm ixo k significa amizade???"
Sim, para mim, significa amizade...

"Sendo meu amigo preferias k eu morresse por ti, em vez de continuar com a minha vida k ainda agr começou?"
Sendo teu amigo a ultima coisa que te ia deixar fazer, era dares dar a tua vida por mim. És aquela amiga que eu recordo todos os dias e que tomo como modelo sempre que faço novas amizades, mas nem a ti, nem a nenhum dos meus amigos e amigas eu deixava fazer isso por mim.
No entanto, vamos por a questão de outro modo, Se tivesses na situação do miudo que necessitava da transfusão, e se eu lá estivesse (e tivesse de te dar todo o meu sangue) o que fazia?
Aqui sim, a situação muda, porque nunca mais conseguia deixar de sentir repudio por mim, por não ter tido a CORAGEM de salvar a minha amiga, mesmo sabendo que talvez essa não fosse a sua vontade. E nessa situação, gostava, se um dia acontecer, de ter a coragem de dar a vida por um amigo(a)!
Percebem o que quero dizer?

"Todas estas historias saõ muito bonitas de se contar, mas se pensar-mos bem, a amizade n é desejar k o outro morra ou até mm sofra por nós, é desejar o k de melhor existe, é kerer sempre ver o outro bem, por isso krido... "
Eu não quero que ninguém sofra por mim! Aliás, é exactamente por desejar para o outro o melhor que existe, por querer ver sempre o outro bem, que se o visse mal, queria ter a coragem de dar a minha própria vida para o salvar e lhe permitir desfrutar de tudo isso...

"Para mim estas historias em k uma criança da a vida por outra criança e se torna um heroi por isso , não fazem sentido , ou então é a procura de uma imortalidade que em vida n se conseguem , sem se faxer grandes feitos... pensem e reflictam ... serão realmente capazes de dar a vida por outra pessoa?"
Aqui interpretaste de forma diferente de mim. Quero acreditar que Heng, nome do rapaz que se dispôs a dar a vida pelo seu amigo, era uma inocente e corajosa criança que não ousou temer perder a sua própria vida, em prol do seu amigo. Não penso que o tenha feito com esperança numa imoralidade futura, a qual só poderia conquistar com um grande feito na Terra.

"Qual seria o sentimento com k o vosso amigo ficaria depois de tal brutalidade?"
Sim, aqui dou-te alguma razão, mas se algum dia desse a vida por qualquer amigo meu, por ti por exemplo, gostaria que entendesses que o fiz para que a tua vida continuasse e para que pudesses ser muito feliz, porque não me obrigaste a nada, e se o fiz, foi porque acreditei que a tua felicidade é mais importante que a minha existência. E por isso, gostaria que percebesses que pelo facto de ter dado todo o meu sangue por ti, não te sentisses mal, mas sim que te sentisses com mais força ainda para lutares pelos teus objectivos...

Ás duas questões a que não respondi directamente, falei indirectamente...

Brigado Bruninha pelo teu comment, de todo adorei, porque foram questões muito pertinentes, e porque palavras tuas são melodias aos meus ouvidos.

Dowu-te winda... Beijão gandeeeeee pa ti...

E para todos os que me visitam, grande grande abraço, e se fôr caso disso, Beijão!

domingo, setembro 10, 2006

aMiZaDe...

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas um menino de 8 anos, considerada em pior estado.
Foi necessário pedir ajuda por um rádio, e ao fim de algum tempo um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.
Era preciso agir rapidamente, senão o menino morreria devido ao traumatismo e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após vários testes rápidos ao sangue do menino, para determinarem o seu tipo, o médico percebeu que não tinha consigo o tipo de sangue necessário.
Decidiram então reunir as crianças, e entre gesticulações e arranhando o idioma, o médico e a enfermeira tentaram explicar aos miudos o que estava a acontecer fazendo-os perceber que precisavam de um voluntário para doar sangue.
Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar timidamente.
Era um menino chamado Heng.
Ao fazerem testes ao sangue de Heng, verificaram que o seu tipo de sangue era compatível com o da criança que estava prestes a falecer. Preparam então o menino com toda a rapidez ao lado do menino agonizante. Heng manteve-se quieto e com o olhar fixo no tecto enquanto lhe retiravam o sangue necessário.
Passado um momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre.
O médico perguntou-lhe se estava a doer e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas.
O médico ficou preocupado e voltou-lhe perguntar, e novamente o menino negou. Por fim, os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso e ininterruptível. Era evidente que alguma coisa estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra ala, a quem o médico pediu que procurasse saber o que se estava a passar com Heng.
Com voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e aos poucos o menino voltou a ficar tranquilo.

No fim de tranquilizar o menino, a enfermeira vietnamita explicou aos americanos:
- "Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido o que vocês disseram e estava a pensar que ia ter que doar TODO o seu sangue para o menino não morrer."

Então, o médico aproximou-se dele, e com a ajuda da enfermeira, perguntou-lhe:
- "Mas, se era assim, por que é que te ofereceste para doar o teu sangue ao menino?"

E Heng respondeu simplesmente:
- "Porque ele era meu AMIGO..."


Ontem, comentei com alguém que tinha conquistado alguns objectivos ultimamente, mas perdido um outro objectivo pelo qual lutei sem dar tréguas, e a resposta que obtive foi:


- Não conquistaste esse objectivo, mas ganhaste um grande amigo!

A história é linda, e se realmente ganhei um amigo assim, então nem tudo perdi...

sábado, setembro 09, 2006

E Eu Não Sei Quem Te Perdeu...

Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Composição: Pedro Abrunhosa

|||E eSm iT, bMtMeA mUa tEpAr eD mMi eS dReUpE|||

quinta-feira, setembro 07, 2006

Mãe...

Afinal o que significa esta palavra?
Hoje, em mais uma viagem, rumo à capital do país, a dúvida que recai sobre mim é imensa.
Falo da minha mãe, mas acho que ao dar a conhecer a minha, estou a retratar o exemplos de muitas outras.
Sei que a minha mãe me adora, sei que se preocupa comigo e sei também aquela cena de que quer o melhor para mim.
No entanto, contam-se pelos dedos das mãos as conversas que a minha mãe procura ter comigo... Sim há quem diga que tenho de ser eu a insistir para que isso aconteça, mas apesar de poderem pensar que não, há anos que tento conversar com a minha mãe sobre tudo o que se passa na minha vida, na vida dela, e na vida de todo o agregado familiar. Até hoje, há apenas a registar derrotas, mas ainda não desisti, nem espero vir a fazê-lo, porque sonho um dia vir a conseguir.
Podem perguntar:
- Mas afinal o que te falta?
Ao que respondo:
- Tenho toda a roupa que quero, tenho todos os bens materiais que quis ter até hoje, e não me falta nada nesse aspecto. Mas de certo que já todos se sentiram sós entre uma multidão, e é assim que por vezes eu me sinto, quando olho para o meu quarto e tenho tudo, mas parece haver algo que não se vê, mas existe, não se toca, mas sente-se: carinho, atenção, dedicação...
Por vezes sinto que cada vez mais vejo a minha mãe como alguém a quem tenho de pedir autorização para isto ou para aquilo, no fundo representa por vezes apenas uma patroa, em relação à qual deve haver respeito.
É quando sinto isto que preciso de vir embora de casa, que preciso de me afastar, que preciso de reflectir e tentar voltar a pôr as coisas no seu devido lugar.
Sinto-me mal, sinto-me cada vez mais longe...
Gostava de poder ter uma mãe que já tivesse falado comigo sobre a faculdade, sobre onde eu ia ficar, sobre quais são os seus projectos e ideias para mim... Mas até hoje nada...
E por isso quando vou ao Messenger e falo com alguns amigos e amigas, fico contente por eles, mas triste por mim ao saber que as mães deles já conversaram sobre isso, já discutiram os seus projectos para os seus filhos, enquanto eu estou ainda hoje à espera daquela que vai ser a ideia da minha mãe, que alem de tardia, nem sequer vai poder ser discutida...
Por isso hoje digo que mãe pode não ser quem nos carregou meses na barriga, mas sim quem nos dá afecto, carinho, quem nos compreende, PORQUE DINHEIRO ,SÓ, NÃO BASTA...