Mein Kampf

"A Minha Luta", é deste modo que me refiro à minha vida. Não, não sou fã de Adolph Hitler, mas nenhum outro titulo senão o do seu manifesto se adequava tão bem ao momento....

quinta-feira, setembro 07, 2006

Mãe...

Afinal o que significa esta palavra?
Hoje, em mais uma viagem, rumo à capital do país, a dúvida que recai sobre mim é imensa.
Falo da minha mãe, mas acho que ao dar a conhecer a minha, estou a retratar o exemplos de muitas outras.
Sei que a minha mãe me adora, sei que se preocupa comigo e sei também aquela cena de que quer o melhor para mim.
No entanto, contam-se pelos dedos das mãos as conversas que a minha mãe procura ter comigo... Sim há quem diga que tenho de ser eu a insistir para que isso aconteça, mas apesar de poderem pensar que não, há anos que tento conversar com a minha mãe sobre tudo o que se passa na minha vida, na vida dela, e na vida de todo o agregado familiar. Até hoje, há apenas a registar derrotas, mas ainda não desisti, nem espero vir a fazê-lo, porque sonho um dia vir a conseguir.
Podem perguntar:
- Mas afinal o que te falta?
Ao que respondo:
- Tenho toda a roupa que quero, tenho todos os bens materiais que quis ter até hoje, e não me falta nada nesse aspecto. Mas de certo que já todos se sentiram sós entre uma multidão, e é assim que por vezes eu me sinto, quando olho para o meu quarto e tenho tudo, mas parece haver algo que não se vê, mas existe, não se toca, mas sente-se: carinho, atenção, dedicação...
Por vezes sinto que cada vez mais vejo a minha mãe como alguém a quem tenho de pedir autorização para isto ou para aquilo, no fundo representa por vezes apenas uma patroa, em relação à qual deve haver respeito.
É quando sinto isto que preciso de vir embora de casa, que preciso de me afastar, que preciso de reflectir e tentar voltar a pôr as coisas no seu devido lugar.
Sinto-me mal, sinto-me cada vez mais longe...
Gostava de poder ter uma mãe que já tivesse falado comigo sobre a faculdade, sobre onde eu ia ficar, sobre quais são os seus projectos e ideias para mim... Mas até hoje nada...
E por isso quando vou ao Messenger e falo com alguns amigos e amigas, fico contente por eles, mas triste por mim ao saber que as mães deles já conversaram sobre isso, já discutiram os seus projectos para os seus filhos, enquanto eu estou ainda hoje à espera daquela que vai ser a ideia da minha mãe, que alem de tardia, nem sequer vai poder ser discutida...
Por isso hoje digo que mãe pode não ser quem nos carregou meses na barriga, mas sim quem nos dá afecto, carinho, quem nos compreende, PORQUE DINHEIRO ,SÓ, NÃO BASTA...

2 Comments:

  • At quinta-feira, setembro 07, 2006, Anonymous Anónimo said…

    Pois é...por vezes os nossos pais funcionam dessa forma, não que seja normal ser assim, não que seja esse o modelo exacto de “Mãe”, mas a vida encaminha as coisas para serem assim...Tu sabes bem a relação que tenho com a minha mãe, em alguns aspectos eu posso considerar ligeiramente melhor do que a relação que tens com a tua mãe, mas são enormes os erros da minha mãe. Um dia eu cortei com essa ideia de “patroa”, na minha mãe eu vejo alguém com quem gostaria de conviver diariamente, de tomara s refeições, de ir as compras, simplesmente de ver a novela da noite...mas isso não acontece. Moro a 40 minutos da minha mãe e não a vejo há meses. Em tempos lutei muito para melhorar a minha relação com a minha mãe, ainda não entreguei os pontos mas tem vindo a diminuir a intensidade da minha luta. Tenho de facto a minha vida muito prejudicada por causa dela...

    Se guardo remorsos por isso?
    Não, é minha mãe e amo-a como tal, vejo nela a barriga de onde sai, aquela pessoa que eu sei que se preocupa comigo e que também quer o melhor para mim, mas não passa do querer. Não faz nada pelo meu futuro, apenas me quer bem, ver feliz.

    Queria uma mãe diferente, a “mãe” ideal?
    Acho que não tenho o direito de querer isso, de “mudar de mãe”. Há tempos entrou na minha vida umas pessoas que me mostraram o verdadeiro significado da palavra FAMILIA. Por vezes trato a senhora por mãe adoptiva, conheço cada membro daquela família e sou aceite e integrado como se a ela pertencesse.

    O que te posso dizer?
    Que continues a lutar por essa conversa. Que um dia eu sei que a tua mãe vai reconhecer a tua pessoa, vai olhar para ti e demonstrar-te o orgulho que tem em ti, não que ela agora não tenha, não está é a demonstra-lo.

    Se pudesse mostrava este texto à tua mãe, mas vezes é preciso ver directamente os erros que cometemos para os podermos corrigir...Não é que não os saibamos mas por vezes não temos consciência deles, não os queremos ver...

    Que esses dias por Lisboa sejam bem passados, que o regresso a casa te traga novas surpresas, positivas.

    Fika benhe

    Abraço

    P.S. Quando bebo fico assim, escrevo, escrevo...ou então foi mesmo por-me ter descalçado quando cheguei a casa e ter ficado mais do que 10 minutos na mesma divisão dos meus sapatos

     
  • At sexta-feira, setembro 08, 2006, Anonymous Anónimo said…

    Mesmo sem isso tudo, que eu sei é algo que faz muita falta visto me acontecer o mesmo com o pai,tu cresceste e tornaste um rapaz 5 estrelas bruno, sei que doi mas chega a uma altura em que lutamos por nos e mais ninguem e tu tens lutado mesmo muito, e eu sei que um dia quando pensares nisso tudo vasi ver que a tua vida é uma vitória mesmo havendo algumas batalhas perdidas. Mas como se diz à males que vêm por bem.
    Abraço grande Oh Coisa.

     

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